13 abril 2009

Novo Código "Ambiental" de SC


Mais um episódio de desrespeito socioambiental em Santa Catarina.

Enquanto era aprovado recentemente o desmembramento da maior Unidade de Conservação do estado (Parque Estadual da Serra do Tabuleiro) que possibilita a ocupação dentro de sua área; o governador Luiz Henqrique "Motoserra" da Silveira sancionou hoje o Novo Código "Ambiental" de SC'', aprovado pela Assembléia no dia 31/03, o Projeto de Lei 0238.0/2008.

O código tem dispositivos que transpõem as leis ambientais de cunho federal. Ou seja, uma "lei" que já de início é inconstitucional, imoral, parcial e completamente insustentável. Mesmo com uma grande mobilização da sociedade civil, MP e ONGs contra o Novo Código, não foi possível conter a ganância e ignorância dos atuais gestores do estado.

A lei vigente em todo o país é o Código Florestal de 1965, que estipula e define as APP, como também resolução CONAMA 302 e 303/02. Contudo, a partir de hoje, menos o estado de Santa Catarina...
Como exemplo de alteração do Código "Agrário" (dito por alguns críticos, pois essa seria a palavra que mais remeteria aos intuitos deste) a diminuição de 30m para 5m da mata ciliar, como área de preservação permanente das margens de rios e nascentes. Esta faixa ajuda a preservar a qualidade hídrica dos corpos d´água, a erosão dos solos, a proteção da biodiversidade, entre outras finalidades.

O código foi criado por iniciativa da FATMA, que o elaborou com boa qualidade técnica-científica. No entanto, foi modificado pela Secretaria de Desenvolvimento Sustentável pressionada pela bancada ruralista da Assembléia de SC. Com a prerrogativa de salvarem os "pequenos produtores", pois eles necessitariam de mais área cultivável para poderem se desenvolver e não provocarem um êxodo rural.

Falsa ilusão, pois na verdade os pequenos produtores não necessitam de mais área, e sim de apoio à novas tecnologias sustentáveis (que já são praticadas em algumas propriedades) e políticas públicas que os ajudem a produzirem com maior qualidade e volume, de maneira que colaborem para a sustentabilidade da agricultura.

Notoriamente, este Código vem ao encontro aos interesses dos grande latifundiários, monocultores e principalmente a indústria de celulose e moveleira do estado, pois estes necessitam de grande áreas para extração de árvores da mata nativa e posteriormente reflorestam com espécies exóticas, causando diversos prejuízos àos ecossitemas locais.
Porém, o mais incrível é que o estado passou há exatos 5 meses por uma de suas piores catástrofes naturais (comentado na postagem "Caos em SC, em outra perspectiva..."), que acarretou em diversas mortes e prejuízos econômicos. A princípio, deputados e governador não conseguiram fazer nenhuma correlação entre a catástrofe ocorrida e situação ambiental das cidades, como o caso das margens dos rios (urbanizadas, canalizadas e degradadas) e enconstas dos morros (desmatadas e habitadas irregularmente). Isto só demosntra a incapacidade do governo em promover uma gestão integrada e sustentável.

Fica constatado mais uma conivéncia do poder público com as antigas, atuais e futuras degradações ambientais em SC; o favorecimento aos grandes produtores; a descrença da população com a política; o imediatismo do desenvolvimento econômico e o enorme desrespeito ao meio ambiente e à toda sociedade catarinense e brasileira.
Uma lástima...
Fotos: apremavia.org.br
amaivos.uol.com.br

31 março 2009

Destino, Uruguay...

En este último carnaval, yo e un grupo de cunpadres procuramos hacer una viaje distinta para esta fecha... ir hasta el Fuerte Sta Tereza, en la costa uruguaya. Después de salir de Floripa de autobus, encontré con los otros integrantes de "la barca" en Porto Alegre. Carpa, lamparilla, tablas de surf, hornillo y colchoneta en la equipaje, para al fin, tomarmos la carretera, en dirección a la frontera...

Después de pasar por la bella Reserva Natural del Taim... completas 7 horas de viaje, llegamos en Chuí, el extremo sur de Brasil. En la aduana... no tuvimos muchas suerte...donde por infelicidad, dos de los integrantes se olvidaran de la ID... solucción... volver hasta Porto Alegre y Floripa para buscar los documentos o... propina... la opción elegida.

Al llegar, ya estava oscuro en la fortaleza, pagamos el lote y procuramos un sítio cerca de la playa para llevantar nuestro campamento... al amanecer una paisaje preciosa... el sol rayando por entre de las árboles, por las carpas de los vecinos y las dunas... con el mar surgindo por detrás, algo surreal!!

En Santa Tereza, el surf cambió entre las playas de Cerro Chato, con izquierdas entretenidas de medio metro, largas y tubulares, con el água callientita. Como también en Las Achiras, con olas fuertes, de 3-4 píes para el medio de la playa... muy largas y perfectas para maniobras!! Surf buenaso y de mucha calidad!

Después del surf, aguardavamos para el carrete en la noche! La fiesta empezava con asado de tira riquisimo, hecho por los vecinos uruguayos, que viajavan por todo lado en una Kombi "mucho loka"! También había la chistosa y bella cia. de las vecinas de Pelotas, sin olvidar de la guitarra, percusión y fogata, esta siempre encendida!! Además, siempre escuchando la música más pedida por la chicas de Sta Tereza: "Dame Duro Papí" un clásico ragatone que hizo revolver la fortaleza! Después de la parrillada, regada con muchos litros de Patricia helada, siguimos para playa de La Moza. 20 minutos caminando por las calles inquietas y oscuras del camping...

Al llegar, una verdadera locura... centenas de personas bailando en lo aparcamiento y en el único bar en la playa... con mucha música y diversión!! Que buena onda... pasamos de puta madre, tomando lluvia en la cabeza y dando carcajadas sin parar!!

Sin embargo... todo campamento hay que tener putadas para contar... y coño...la nuestra no fué distinta... por causa de la lluvia que cayó sin parar por más de un día... que inundó las carpas, y formó verdaderas cascadas ... haciendo con que todos los ocho chicos quedasen abajo de la área comunitária (un humilde toldo de 4x4m), una situación un tanto cuanto enbarazosa y desanimadora...

Al final, después de 7 días acostado en la colchoneta de aire, eschuchando ragatone sin parar, surefando a las 12h, baños frios, Patricias de montón y comiendo pasta, asados y alfajores, volvemos a realidad, con el espírito de aventura todavia encendido... y con muchas ganas de volver en breve para este sítio mágico y excitante!

Fotos: Beto Bina

17 março 2009

Hora do Planeta, 28 de março

A organização internacional de proteção ao meio ambiente, WWF esta divulgando no Brasil, em parceria com outras instituições e ONGs o movimento Hora do Planeta. Que se realizará no dia 28 de março de 2009 às 20:30h no Brasil. Esta ação representa um ato simbólico, da campanha contra o Aquecimento Global, que vem sendo o grande assunto de discussão.

Objetiva sensibilizar a sociedade e governos sobre as necessárias mudanças de atitudes e valores no desenvolvimento econômico e social, na qual estamos impondo sobre nosso planeta. Através do desligamento das luzes por uma hora, dos principais pontos turísticos do país, como também diversos outros locais que atraem pessoas. Restaurantes, bares, lojas, parques e inclusive as nossas próprias residências são focos deste movimento.

Me pergunto se um movimento desses não é muito pouco expressivo perante as inúmeras atitudes que podemos ter? Penso que toda iniciativa prol meio ambiente é válida, como este ato simples e prático, mas que só surtirá o efeito esperado, se todos puserem-se conscientes, comprometendo-se com esta causa que é dever de todos, da preservação e equilíbrio do meio ambiente.
Fotos: WWF


10 março 2009

Caos em Santa Catarina, em outra perspectiva


Recentemente presenciamos uma das maiores trágedias ambientais brasileiras, ocorrida na região norte do estado de Santa Catarina, mais especificamente nas cidades de Itajaí e Blumenau. As fortes chuvas que assolaram o estado no mês de novembro se reverteram em um verdadeiro caos sócio-ambiental.

As encostas literalmente "derretiam", como relatos dos moradores locais. Os rios transbordaram inundando grandes áreas circunvizinhas. Mortes, proliferação de doenças, mal estar, fome, milhares de pessoas sem moradia, abrigadas as centenas em abrigos improvisados, muitos ainda correndo risco de serem atingidos por deslizamentos. Este foi o cenário estabelecido. E quais razões para tal? Pode-se apontar culpados?

Seguramente o volume fora do comum de chuvas foi fator condicionante à formação deste cenário de destruição. No entanto, a falta de políticas públicas e diretrizes de planejamento urbano-ambiental, integrados à realidade da região, foram fatores fundamentais para potencialização da destruição nesta tragédia. Sem esquecer que já haviam ocorrido outras similares em anos anteriores, e que, aparentemente não "ensinaram" nada aos governantes, a cerca do necessário comprometimento social e medidas de planejamento e gestão para áreas mais sucetíveis a riscos naturais.

Portanto, há claramente a necessidade de se ordenar e mapear o espaço urbano, evitando desta forma a ocupação em áreas de preservação permanente (APP) e de risco, como encostas e margens de rios. Pois, estas áreas são zoneadas como APP por suas características naturais, como também por apresentarem áreas suscetíveis a estes desastres e que devem obrigatoriamente serem preservadas.

Não obstante, como lição e exemplo podemos tirar a mobilização e solidariedade do povo brasileiro, que indiferente da região e classe social, doou alimentos, força de trabalho e muita vontade de ajudar, para ao menos, minimizar a dor sentida pelos afetados da tragédia. Contudo, através de relatos de moradores e jornalistas, lamentavelmente houve quem tirasse proveito da generosidade do povo, desviando e ainda sonegando parte das doações para quem realemente precisasse. Simplesmente inaceitável que haja pessoas desse nível e caráter, que vão diretamente ao oposto do demonstrado pelo resto da sociedade neste momento. Mas que é reflexo da falsa malandragem e corrupção histórica brasileira.

Fotos de Henrique Silveira.

20 novembro 2008

Yoga na praia

Na semana de 13-21 de setembro rolou em Floripa a IV Semana Municipal de Yoga. Um evento incentivador à promoção da qualidade de vida para população ilhéu. Foram diversas práticas e palestras espalhadas por todo o município, desde as praias do Santinho até o Campeche, inclusive seminários de pesquisa científica realizado na UFSC.

Ressalto o intercâmbio entre práticas do Yoga e Surf, na qual a profª de yoga Adriana Cicognini junto com meu auxílio, ministrou a prática "Surfando com Yoga", em uma bela manhã de domingo nas areias da praia do Moçambique, ainda com a presença de várias baleias Franca na água.

A prática tem como objetivos a melhora no desempenho do atleta/praticante, através da consciência corporal e mental intrínsecas ao Yoga. O aumento da caga respiratória e a consciência na respiração (pranayama) são outras características desta interação. Através de determinadas posturas (ásanas), o(a) surfista ganha em flexibilidade, força, equilíbrio e resistência.

A prática de Yoga pode ser feita inclusive antes de cair na água, como forma de energizar e alongar o corpo e concentrar a mente. Durante, se atentando a postura, a respiração e aos movimentos realizados sob a prancha. Como também após a session de surf, fazendo uma prática com posturas relaxantes e ao mesmo tempo revigorantes.

A integração entre estas duas práticas traz inúmeros benefícios e bem estar aos praticantes, promovendo a prática sadia e segura do surf!!

Namaste!

26 setembro 2008

Surfessência


Não é de hoje que percebo dentro d´água, em alguns momentos, a falta de sentido do surf para alguns praticantes. A "marra", o localismo, o individualismo e a competitividade tomam conta do ambiente em certos locais. O querer "dominar" o pico, impressionar como melhor surfista, são aspectos visíveis em certas praias... na qual o simples momento de estar presente no outside não os satisfaz... e este momento único e relaxante, que só o surfe proporciona... esta interação mágica entre surfista e o mar, é que está um pouco distante da situação atual... pela até, banalização e globalização do surfe no planeta...

O Surfe nasceu como uma prática dos reis polínesios e/ou povos pré-colombinos, há centenas, ou quiçá, milhares de anos... visto como uma recreação ou presente divino... nas quais os praticantes deslizavam com suas "tablas" de madeira ou "totora" pelas límpidas e cristalinas ondas dos arrecifes...

Creio que essa visão, de reconecção entre homem/natureza, se faz necessária para a volta do verdadeiro Espírito de Surfe... do aloha havaiano, da good vibe presente no outside, na procura da onda perfeita e interação total com a natureza, na receptividade, solidaridade e respeito entre os surfistas, simpatizantes e admiradores... pois nenhuma onda é igual, nem surfada como outra, o que remete a sua peculiaridade...

Surfe, curta, se amarre, faça a cabeça... pelo simples prazer de dropar uma onda, ver seu brother entubando em outra ou um desconhecido pegando uma bomba... esse é o real Espírito do Surf!!

Boas ondas...

15 agosto 2008

S.O.S Gravatá


Um forte movimento ambientalista foi criado na ilha de Santa Catarina, com intuito de salvar um dos locais mais belos e ainda intactos da ilha de SC, das mãos de empreendedores que vislumbram implantar um grande empreendimento no local... o costão do Gravatá na praia Mole...

Com uma grande e planejada mobilização, contando com apoio de diversos setores da sociedade, o movimento S.O.S Gravatá realizou nos meses de julho e agosto um evento na praia Mole com diversos shows, trilha do Gravatá e campeonato de surf, buscando a mobilização e conscientização pela proteção do local... e promoveu uma audiência pública minicipal que desmistificou muito dos impasses para consolidação deste projeto de mega-pousada no Gravatá...

Ficou evidente, além da inconstitucionalidade para sua implementação, trazida pelo Ministério Público , o claro repúdio por parte de toda comunidade contra o empreendimento... de modo que o costão do Gravatá, ou o Dragão da praia Mole, continue intacto, preservado sua paisagem natural, e que se torne muito em breve uma área de proteção legal, formando um corredor ecológico com as demais unidades de conservação do leste da ilha (dunas da Joaquina e parques da Galheta e Rio Veremelho)...

A consciência ecológica, coletiva e social por uma cidade melhor e mais justa está crescendo gradativa e consideravelmente... vale cada um colaborar de sua maneira...exercendo sua cidadania na busca pelos princípios éticos e morais da sociedade!